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  Pesquisas e Estudos
Trabalho apresenta dados preocupantes sobre doenças associadas ao tabagismo




Irene Kalil

Coordenado pela economista Márcia Teixeira Pinto, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), e pelo pesquisador Andrés Pichon-Riviere, do Instituto de Efectividad Clinica y Sanitária (Iecs) da Argentina, um estudo acompanhou três grupos populacionais hipotéticos (fumantes, ex-fumantes e não fumantes) e avaliou a probabilidade de ocorrência de eventos associados ao tabagismo ao longo da vida de cada indivíduo. Encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), a investigação buscou determinar a carga do tabagismo, que inclui os custos diretos atribuídos ao hábito de fumar, correspondentes às despesas com assistência médica para as doenças tabaco-relacionadas (consultas, cirurgias e demais procedimentos). Esta quarta-feira (29/8) é o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Utilizando dados recentes fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Datasus e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e tendo como referência o Cancer Prevention Study 2 (CPS 2), estudo americano de grande escala que aponta o risco de fumantes desenvolverem câncer e outras doenças tabaco-relacionadas, a pesquisa se baseou em um modelo matemático especialmente desenvolvido para estimar a ocorrência de doenças associadas ao tabagismo em determinados períodos de tempo e seus custos para o setor da saúde nacional. Para a análise, foram selecionadas doenças que incluem eventos agudos e manifestações crônicas de quatro grupos: câncer, cardíacas, cerebrovasculares e respiratórias.

Segundo Márcia, os dados sobre custos são muito importantes, pois apontam a carga econômica do fumo para o Brasil: cerca de R$ 20 bilhões por ano. No entanto, ela acredita que uma informação também alarmante é relativa ao número de mortes, que chega a 357 por dia no país. Além de fornecer informações atualizadas sobre óbitos, o estudo indica, por probabilidade, que indivíduos fumantes vivem, em média, cinco anos a menos que os não fumantes e demonstra que a carga atribuída ao tabagismo em relação aos anos de vida perdidos por incapacidade é bastante elevada.     

Para a pesquisadora do IFF/Fiocruz, que é instituição de referência na área da saúde da criança e adolescente para o Ministério da Saúde, os resultados desse trabalho devem alertar Estado e população sobre os riscos do cigarro sobre a qualidade e a expectativa de vida dos indivíduos, sobretudo os que começam a fumar mais cedo. Crianças e adolescentes são um dos principais alvos da publicidade da indústria do tabaco e informações do Banco Mundial apontam que, a cada dia, 100 mil jovens tornam-se fumantes, ou seja, novos clientes dessa indústria, uma das mais rentáveis do mundo. Em razão disso, diversos países vêm endurecendo sua legislação no sentido de restringir o uso de cores ou imagens que atraiam esse público para a dependência, que acomete cerca de 20% da população do planeta. Em 2005, o Brasil, que tem cerca de 25 milhões de fumantes, ratificou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), tratado internacional de saúde pública negociado sob a coordenação da OMS. A implementação da convenção em âmbito nacional deu origem à Política Nacional de Controle do Tabaco, que tem como ações o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, regulação e fiscalização dos derivados do tabaco, vigilância epidemiológica, entre outras.

Segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 5 milhões de pessoas morrem por ano no mundo em decorrência de complicações relacionadas ao cigarro, com grande concentração dos óbitos em países de média e baixa renda. Os custos dessa dependência, em termos globais, ultrapassam U$ 200 bilhões ao ano, cerca de R$ 400 bilhões. No Brasil, foi divulgado, no último mês de maio, o relatório final da pesquisa sobre a carga das doenças tabaco-relacionadas para o país, que estimou o número de mortes, de casos novos e o custo total das doenças associadas ao consumo de derivados do tabaco, como cigarros, tanto para o Sistema Único de Saúde quanto para o setor de saúde suplementar.

Agência FIOCRUZ de Notícias




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