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  Pesquisas e Estudos
Pesquisa traça perfil de mortalidade por hepatite viral B

 

 


 

Danielle Monteiro

Transmitido pelo sangue ou por fluidos corpóreos e com infectividade de 50 a 100 vezes superior ao vírus do HIV, a hepatite B, doença transmitida pelo vírus VHB, é um grave problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas no mundo já foram infectadas pelo vírus, das quais 400 milhões sofrem da forma crônica da enfermidade. Atentos à alta incidência e resistência do vírus da hepatite B, pesquisadores do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS e da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde realizaram estudo com o intuito de descrever o perfil de mortalidade pela doença no país. As conclusões foram publicadas nos Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

 A imagem revela a presença de vírus da hepatite B
A imagem revela a presença de vírus da hepatite B


O estudo, realizado com base nos óbitos por hepatite B registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) entre 2000 e 2009, revelou que a taxa bruta de mortalidade no país permaneceu constante, variando de 0,3 a 0,4 por 100 mil habitantes. Foram registradas 5.441 mortes pela doença no período. “Possíveis explicações para essa constância podem estar relacionadas ao início da vacinação para menores de 20 anos, que ocorreu somente a partir de 2001, e também às coberturas vacinais abaixo do recomendado”, explicam os pesquisadores. A proporção de óbitos por hepatocarcinoma – câncer derivado das principais células do fígado – em decorrência da hepatite B não ultrapassou 7%.

A Região Norte foi a que apresentou maior taxa de mortalidade padronizada pela doença (0,9 por 100 mil habitantes), seguida da região Centro-Oeste (0,5 por 100 mil habitantes), em 2008. “A alta taxa detectada pode se dever à elevada prevalência de hepatite B nessa região, além da coinfecção/superinfecção por hepatite D, principalmente entre as populações indígenas”, esclarecem os estudiosos. Já o Nordeste apresentou as menores taxas, com 0,1 por 100 mil habitantes de 2000 a 2005, e de 0,2 por 100 mil habitantes, de 2006 a 2009.

O índice de mortalidade proporcional foi maior no sexo masculino, variando de 69% a 79%, enquanto no sexo feminino o índice variou de 26% a 31%. Os anos potenciais de vida perdidos no sexo masculino foram maiores entre os homens de 50 a 59 anos e, no grupo feminino, entre mulheres de 40 a 49 anos, em 2009. O estudo também indicou maior aumento da taxa de anos potenciais de vida perdidos no sexo masculino, nos grupos etários de 50 a 59 e de 60 a 69 anos. Para os pesquisadores, a alta incidência encontrada no gênero masculino pode ser atribuída à maior exposição do grupo ao vírus possivelmente em função do maior uso de drogas injetáveis. Já no sexo feminino, o aumento foi constatado entre as mulheres de 40 a 49 e de 50 a 59 anos. Nos grupos etários de 20 a 29 e de 30 a 39 anos, houve redução da taxa para os dois sexos.

A mortalidade proporcional pela doença conforme o grupo etário variou entre as regiões. No Norte, o índice foi maior no grupo de 30 a 39 anos, enquanto nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, entre indivíduos de 40 a 49 anos. Já no Sudeste e Sul, a mortalidade proporcional foi superior no grupo de 50 a 59 anos. Segundo os estudiosos, é possível que a infecção pelo vírus da hepatite B esteja atingindo grupos etários mais jovens, uma vez que o óbito pela doença acontece tardiamente, sendo necessário maior acesso ao diagnóstico precoce. “Isso aponta para a importância das medidas de prevenção, principalmente a vacinação, redução do uso de drogas injetáveis, uso de preservativo no ato sexual pelos jovens e cuidados na transfusão de sangue”, concluem.

 

FIOCRUZ

 




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