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  Artigos da Saúde
No Brasil, 62% das crianças com cardiopatias congênitas não recebem atendimento


No Brasil, 62% das crianças com cardiopatias congênitas não recebem atendimento

Pesquisa que mapeia cenário nacional traz dados alarmantes sobre o atendimento a crianças que nascem com problemas genéticos no coração

Todos os anos, cerca de130 milhões de crianças nascem no mundo com algum tipo de cardiopatia congênita. Só no Brasil, são aproximadamente 21.000 bebês que precisam de algum tipo de intervenção cirúrgica para sobreviver. Desses, 6% morrem antes de completar um ano. O número é alto. Mas ainda maior é o déficit de atendimentos a essas crianças: 62% dos brasileiros que nascem com algum tipo de doença genética no coração não encontram atendimento.

O levantamento, apresentado no 38˚ Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, realizado em Porto Alegre, mostra que o problema não se restringe às crianças. Adultos que nasceram com doenças cardíacas também sofrem com a falta de atendimento.

O mapeamento dos atendimentos e da distribuição dos cirurgiões cardíacos pelo território brasileiro, de autoria do médico Valdester Cavalcante Pinto Jr., não cruza informações entre crianças e adultos com cardiopatias. Mas evidencia um problema comum a ambos: a falta gritante de mão de obra especializada. Segundo os dados de Cavalcante, no Brasil existem apenas 64 centros especializados nesses procedimentos. E isso é muito pouco. Para se ter uma ideia, estima-se que existam hoje 908 cirurgiões cardíacos no país, dos quais apenas 495 atuam sobre algum tipo de cardiopatia congênita. Desses 495, somente 5,6% trabalham exclusivamente com cirurgias de cardiopatias congênitas. Mas o mais preocupante é que 56% de todos os cirurgiões cardíacos do Brasil não chegaram nem mesmo a ter algum tipo de treinamento para essas doenças durante a sua formação. "A situação é ainda mais grave nas regiões Norte e Nordeste", diz Cavalcante.

A solução para o problema, de acordo com a pesquisa, é simples, mas envolve dinheiro e vontade pública. Além do aumento no repasse de verbas para hospitais, para o pagamento de próteses e órteses e para os próprios médicos, é necessário ainda investir em centros especializados para o treinamento desses profissionais. "Tem muito cirurgião que faz cardiopatia congênita que aprendeu na prática, mas não estudou isso durante sua formação. É fundamental que esse profissional passe por uma reciclagem", diz Cavalcante.

O problema no atendimento a esses pacientes é agravado com a primeira geração de cardiopatas congênitos que acaba de chegar à idade adulta. Como a situação ainda é inédita, já que a sobrevida dessas pessoas nunca na história da medicina foi tão alta, a cardiologia se encontra num impasse – e tem poucas pesquisas em que se basear. Quem seria o melhor especialista para atender a esses adultos cardiopatas: um cirurgião pediátrico ou aquele que só opera adulto, mas que sabe tratar cardiopatia congênita? “Existe ainda a possibilidade de um terceiro tipo de médico, especializado nesses pacientes”, diz Nadja Cecilia Kraychete de Castro, coordenadora do Serviço de Cirurgia em Cardiopatia Congênita do Hospital Ana Nery, em Salvador.

As dúvidas sobre a saúde desses novos pacientes ainda são muitas. Questões sobre sobrevida e tratamento vêm aparecendo ao lado de uma série de complicações que eram desconhecidas, como necessidade de troca de enxertos, dilatação de ventrículo e até insuficiência renal. “Hoje, estima-se que cerca de 90% dos indivíduos cardiopatas congênitos que são operados conseguem chegar à idade adulta. Em alguns anos, o número de adultos nessas condições vai ultrapassar o de crianças que estão nascendo com essas doenças”, diz Nadja. Enquanto esse dia não chega, a cirurgia cardíaca corre com pesquisas e estudos que buscam preencher essas lacunas.

Fonte: Veja.abril.br

 



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